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Olá amigos!

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domingo, 28 de outubro de 2012

POR QUE A TORRADA SEMPRE CAI COM A MANTEIGA PARA BAIXO?


 
Você certamente já passou pela experiência de deixar cair um pedaço de pão ou torrada com manteiga. Antes mesmo de chegar ao chão provavelmente você já espera que
o lado da manteiga caia virado para o chão. Existe até um ditado que diz: “pão de pobre só
cai com manteiga pra baixo”. Mas será que é isso mesmo – obra do destino ou azar? Leia o
texto abaixo e vamos tentar descobrir:
Por que a torrada cai de ponta-cabeça?
Parece perseguição do azar: quando escapa da mão , um pedaço de pão ou torrada sempre
aterrissa com a manteiga voltada para baixo. Mas, segundo o físico Robert Matthews, da
universidade de Aston, em Birmingham, na Inglaterra, o inevitável acidente não é obra do destino,
mas resultado da ação da força de gravidade. Depois de passar dias criando e resolvendo
complicadas equações, ele chegou à conclusão de que a manteiga sempre vai de encontro ao chão
simplesmente porque a torrada não tem tempo , durante a queda , de se virar para cima. Quando
escorrega de uma mesa de altura média (cerca de 80 centímetros), ela começa a girar no ar. Daí para
a frente, o movimento segue o mesmo sentido, ao longo da queda. Para não cair de cabeça para
baixo, a torrada teria que dar uma volta bem grande em torno de si mesma, ou seja, percorrer cerca
de 270 graus, voltando a face amanteigada para cima. Mas, no final dos 80 centímetros da viagem,
ela não tem tempo para isso. Matthews fez os cálculos e concluiu : se não quiser manchar o tapete,
melhor comer sua torrada no alto de uma escada.
( Superinteressante , ano 9, nº 10)
E então? Que tal a explicação? Você se convenceu? Provavelmente sim, e
vamos entender por quê.
A ciência tem feito descobertas cada vez mais rápidas e complexas, em
várias áreas do conhecimento. O tempo todo somos bombardeados com revelações novas e às
vezes surpreendentes. E todas estas informações chegam ate nós através de textos, sejam eles
orais (em palestras, conversas informais, pela televisão, etc.) ou escritos ( livros, revistas ,
jornais, etc).
Mas será que estes textos são simplesmente relatos imparciais, que se
limitam a transmitir um conhecimento real da ciência? Ou é possível que o texto de
divulgação científica tenha um caráter argumentativo, isto é, tente nos convencer de uma
“verdade”?
Por incrível que pareça, o texto de divulgação científica tem, sim, a
intenção de nos convencer de alguma coisa. Só que ele não faz isso de uma forma explícita,
clara. O nosso grande desafio é compreender que estratégias são utilizadas na produção deste
tipo de texto, para que sejamos menos ingênuos na sua leitura. Caso contrário corremos o
risco de que “façam a nossa cabeça” sem nos darmos conta.

Fonte: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br 

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