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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ATIVIDADES PARA TRABALHAR ORTOGRAFIA

Atividades     
1)     Ditado de palavras inventadas – neologismos
O ditado é um recurso muito válido. O ditado de palavras inventadas funciona muito no reforço das regras aprendidas, pois para escrever uma palavra que o aluno nunca viu, leu ou ouviu ele terá que recordar as regras aprendidas.
Exemplos de palavras inventadas: raguilar, rajão, rujipá, parregou, gerrio, guirompa, guenra, jonra.
2)    Um estrangeiro em sala de aula.
Primeiramente trabalha-se com os alunos um pequeno texto, depois de lido e explorado os alunos são desafiados a escrever como se fossem um estrangeiro, que sabe falar muito bem o português, mas que comete erros na escrita. Quais erros ele cometeria? O interessante é que os alunos que conhecem as regras ortográficas criam os erros atentando-se para o desvio do padrão. Quem desconhece as regras cria erros absurdos.
3)     Pega pega ortográfico.
O professor coloca cordões nos alunos com palavras escritas na forma correta e incorreta. Exemplo: conta – comta, casa – caza, horário – horário.
Na sala escolhe o pegador. O professor escolhe umas das palavras e o pegador precisa encontrar o cordão correto. Assim que conseguir pegar, vai até o professor e explica a regra.

4) Lista de palavras

O trabalho com a memória visual é importante. As listas são um recurso interessante, desde que as palavras nelas organizadas sejam discutidas com os alunos e façam parte de um campo semântico delimitado pelos estudos que estão sendo realizados na série e também pelos textos mais utilizados.

Esse trabalho possibilita, inclusive, que as crianças, a partir da memorização da escrita dessas palavras, possam conhecer a grafia de muitas outras da mesma "família" (bruxa, bruxaria, bruxo)
Exemplo: Lista de palavras e expressões freqüentes em contos de fadas.
  1. Era uma vez
  2. Há muito tempo
  3. Príncipe
  4. Princesa
  5. Rainha
  6. Viveram felizes para sempre
  7. Então
  8. Havia
  9. Bruxa
  10. Lobo mau
  11. Mal assombrada
  12. Cavalgou

(5) Coleção de palavras

Colecionar palavras tem a função de auxiliar os alunos a desenvolver uma memória visual para as palavras de uso freqüente, e isso possibilita, ainda, que as crianças a partir da memorização da escrita destas palavras possam saber a grafia de muitas outras da mesma família, por exemplo: pesquisa / pesquisado / pesquisador.
O conjunto de palavras deve ser organizado a partir do campo semântico, por exemplo:
Palavras comuns em contos de fadas;
  • Palavras muito utilizadas em lições escolares;
  • Palavras da mesma origem;
  • Palavras ou expressões usuais "que não podemos mais errar".
_ O critério para incluir as palavras na coleção é a freqüência de uso.
_ A escolha das palavras deve ser feita e discutida com os alunos.
_ É importante que o professor, depois de escolhidas às palavras com os alunos, discuta também onde eles podem ter dúvida no momento de escrever, por exemplo:
(criança 1) _ Na hora de escrever "Era uma vez" podemos errar e escrever tudo junto.
(criança 2 )_ Ou então escrever "vez" com s.

(6)  A atividade abaixo deve ser feita individualmente ou em duplas.
Risque, no texto abaixo, as palavras que você acha que uma criança mais teria dúvida ao
Escrever. Como ela as escreveria?
(TRECHO DE UM CONTO)
Estas foram algumas formas de estas palavras no conto: "A Princesa e a Ervilha".
Grife as formas erradas.
Faça um "X" na que considerou escrita corretamente e explique como conseguiu decidir. (Em cada coluna só existe uma forma correta de escrever a palavra).

PRICIPE
PRÍNCIPE
PRÍNCEPE

PRINCESSA
PRINCESA
PRINCEZA
ERA UMA VES
ERA UMA VEIS
ERA UMA VEZ

PERGUNTOL
PERGUNTOU
PERGUMTOU

(7) TRABALHANDO COM TEXTOS

Quando os alunos trabalham com a produção de textos, lidam com inúmeros aspectos da língua, relacionados AO QUE E COMO ESCREVER. Assim, devido a dificuldade de levar em conta, a um só tempo, os diferentes aspectos envolvidos no ato de escrever e para que compreendam o processo de produção de um texto implica idas e voltas ao próprio texto, a revisão é considerada um importante recurso no trabalho com ortografia.

Inicialmente o professor deve trabalhar para familiarizar os aprendizes da escrita com revisão, deve ajudar o aluno a refletir sobre:
  1. O que devemos fazer quando revisamos um texto?
  2. Porque é preciso revisar um texto?
  3. Como poderemos mostrar ao autor de um texto as palavras que estão escritas incorretamente?
  4. É possível revisar todos os aspectos de uma só vez?
  5. Como você faz a revisão de seus textos?
Tanto as revisões em duplas, quanto as coletivas propiciam a circulação de informações. Nas séries inicias as revisões são orientadas pelo professor. Na medida do possível quem deve revisar o texto é o próprio autor.


(8) DITADO ESTUDADO:
Encaminhamento:
Esta situação pode ser proposta como um desafio para duplas de alunos. Aqui é possível que localizem e reflitam sobre as dúvidas que possuem na escrita correta das palavras. Também é um bom momento para que discutam os procedimentos a serem adotados ao decidirem sobre a grafia correta e quais procedimentos de estudo utilizam a fim de aprenderem sobre as palavras selecionadas.
O professor deve propor a leitura do texto escolhido (individual ou coletiva). Em seguida promover uma discussão sobre o mesmo, para garantir que o conteúdo tenha sido compreendido por todos.
As crianças devem marcar no texto as palavras que consideram difíceis de serem escritas. Feito isso propor discussão sobre as palavras grifadas e organiza-se uma lista única com os "grupos de risco", comuns a maior parte dos alunos. A lista deve ser copiada no caderno para que cada aluno possa estudar a ortografia dessas palavras para um ditado que será feito com data marcada com antecedência (um ou dois dias depois desta atividade). Chegada a data, é feito o ditado apenas das palavras, seguido de uma revisão em duplas (em que cada criança lê a listagem do colega compara com a sua, discutindo-a) antes da entrega ao professor.

Desdobramentos:
O professor deve propor discussões sobre as estratégias utilizadas pelas crianças para estudar a grafia das palavras (lêem várias vezes, escrevem várias vezes, lêem e ficam imaginando como se escreve, remetem-se a palavras parecidas e que sabem de memória, por exemplo: para bruxaria lembram-se de bruxa, etc
Pode-se propor jogos: palavras cruzadas, caça – palavras, etc. outra possibilidade é a proposta de que as crianças criem jogos, troquem em duplas, etc.
A palavra cuja grafia precisa ser memorizada são aquelas para as quais não há regras. Portanto, o professor pode selecionar algumas palavras ditadas pelas crianças para este tipo de trabalho, desde que se encaixem no critério de terem "ocorrências irregulares" e sejam utilizadas com freqüentemente nos textos eleitos para o trabalho na série. Já as palavras que forem selecionadas e que fizerem parte do grupo em que há regras, para definir a grafia correta entre as alternativas possíveis, podem ser eleitas as primeiras no trabalho de busca das regularidades.

(9) DITADO - DUPLAS X DUPLAS

Outra forma possível é realizar o ditado, organizando os alunos em duplas, de forma que possam discutir e trocar informações sobre as regras e regularidades. Assim como nas outras propostas o que importa não é o resultado final do ditado, mas o processo de reflexão sobre o sistema de notação, que é desencadeado com a atividade.

(10) DITADO COM ANTECIPAÇÃO DE DÚVIDAS
Encaminhamentos:
Esta atividade é realizada coletivamente. O professor vai focando a dificuldade ortográfica durante o próprio ditado, através de questões pontuais:
  • "Como uma pessoa que ainda não sabe escrever bem a nossa língua, grafaria esta palavra?"
  • "E quem sabe? Como deveria escrever?"
  • "É fácil de enganar?"
  • "Em que letras podemos errar?"
  • "O que podemos dizer para uma criança menor que não saiba escrever esta palavra?"
  • O texto é ditado até o final.
Desdobramentos:
Há dois princípios que norteiam esta atividade: instituir a atitude duvidar da escrita das palavras e discutir as possibilidades (forma correta e incorreta) de se grafar um determinado vocábulo. Esta é uma forma de fazer com que as crianças possam observar que palavras ou que ocorrências podem gerar mais dúvidas e até decisões incorretas.
Além disso, é possível que o aluno perceba que o momento da produção é o momento de se instaurar dúvidas, de se questionar. Nesse sentido, o professor, tendo em vista o papel que aqui exerce, atua como um modelo.
É importante que, gradativamente, esse tipo de ditado se torne menos diretivo e o professor passe a focalizar a dificuldade ortográfica depois de ditar toda a frase, exemplo: "Nesse trecho que acabo de ditar, que palavras um aluno desta série poderia errar? Onde está o grupo de risco?". Aos poucos é fundamental que os alunos passem a assumir essa função de centrar a atenção nas dificuldades ortográficas.
(11) DITADO COM ANOTADOR DE DÚVIDAS
Encaminhamentos:
  • Organizar a sala em grupos de 4 ou 5 crianças.
  • Em cada grupo deverá haver uma criança responsável por anotar as dúvidas ortográficas dos
Companheiros. Esta criança não escreverá o texto ditado pelo professor, apenas as dúvidas manifestadas pelos colegas.
  • Antes de iniciar o ditado, o professor orienta para que todos façam perguntas sobre quaisquer dúvidas que tiverem. Se alguma criança do grupo souber, pode e deve responder à dúvida do colega. Ainda que tenham sido respondidas, todas as questões devem ser anotadas.
  • Esta etapa permite vários desdobramentos:
  1. Discussão das dúvidas nos grupos de trabalho;
  2. Discussão nos grupos de trabalho e depois coletivizadas com toda a classe;
  3. Discussão diretamente com a classe.

Para a discussão em pequenos grupos pode-se orientar para que:
  • Discutam e listem as regras que possam ajudá-los a tomar decisões em momentos de dúvidas, etc.
Durante as discussões coletivas, é importante que o professor solicite aos alunos que justifiquem as decisões que tomaram. Essa prática pode tem como objetivo propor situações em que as crianças possam tomar consciência do conhecimento que têm sobre a língua e partilhá-lo com o grupo. A socialização desse conhecimento pode ser extremamente enriquecedora!
    • As crianças devem voltar ao próprio texto e fazer uma revisão, antes de entregá-lo ao professor.
Desdobramentos:
Esse tipo de atividade é importante porque trata-se de um espaço de reflexão sobre a ortografia das palavras. Além disso, serve para que o professor identifique as dúvidas que os alunos possuem. Se os alunos possuem dúvidas é preciso resolvê-las, seja consultando um dicionário, escrevendo de duas ou mais maneiras para decidir qual a correta (utilizando a memória visual) etc.
Analisando as produções das crianças o professor pode observar que existem faltas ortográficas que não foram discutidas, então pode propor alguns desdobramentos:

    • Trocar as dúvidas anotadas entre os grupos, solicitando que comparem e discutam os próprios registros, levantando as diferenças e semelhanças.
    • Em um ditado posterior o professor pode reorganizar os grupos de acordo com as dúvidas que tiveram, procurando reunir crianças com diferentes observáveis sobre a língua.
    • Durante a discussão coletiva, o professor pode registrar na lousa as regras que as crianças vão dizendo enquanto justificam a ortografia das palavras. Pode-se pedir que as crianças procurem exemplos que comprovem ou não tais regras. Dos exemplos trazidos pelos alunos podem surgir novas discussões.

(12) DITADO INTERATIVO

Consiste em fazer um novo tipo de ditado no qual, buscamos ensinar ortografia, refletindo sobre o que se está escrevendo. Ditamos à turma um texto já conhecido, fazendo pausas diversas, nas quais convidamos os alunos a focalizar e discutir certas questões ortográficas previamente selecionadas ou levantadas durante a atividade. Os alunos já sabem que o ditado é para isso e voltam sua atenção para refletir sobre dificuldades ortográficas.
Ao realizar o ditado com a turma o professor faz várias interrupções, nas quais pergunta aos alunos se na frase ditada há alguma palavra mais "difícil" ou indaga explicitamente determinada palavra "difícil". A cada palavra tomada como objeto de discussão, examina-se por que ela constitui uma fonte de dificuldade.

Exemplo: se o professor quer focalizar o emprego do O ou do U no final das palavras e escolheu ditar a poesia _ Acidente de José Paulo Paes, por ser um texto já trabalhado e conhecido pelas crianças, após ditar a frase:
..."que ladrão roubou o cofre do jardim", pode lançar as seguintes questões:
    • Uma pessoa que não sabe escrever a palavra "gato", como poderia se enganar? Por quê?
    • E uma pessoa que sabe escrever como colocaria? Temos como saber porque só se escreve com O no final?

OBS: O professor pode deixar que as crianças expressem o que elas consideram difícil, mas quando é o professor que focaliza ganha-se a possibilidade de centrar mais a reflexão sobre determinada questão ortográfica.
Se o professor optar por um texto que tenha sido trabalhado na área de ciências ele pode ditar um trecho onde existam palavras com dificuldades ortográficas que ele quer focalizar.

(13) RELEITURA COM FOCALIZAÇÃO

A releitura consiste em refletir sobre palavras de um texto já conhecido
Durante a releitura coletiva de um texto já conhecido, fazemos interrupções para debater certas palavras, lançando questões sobre a grafia. Nesta atividade o interessante é justamente investir na possibilidade de adquirir informação sobre a ortografia das palavras por voltar-se
A atenção para o interior das palavras.
Durante a releitura, a cada frase ou trecho lido, o professor pára e lança questões estimulando, os alunos a elaborar (no papel, ou mentalmente) transgressões e debatê-las, expressando os conhecimentos que têm sobre as regras ou irregularidades.

Exemplo:
O professor pode fazer a releitura de uma fábula que tenha sido trabalhada com a turma.
No livro: Ortografia: ensinar e aprender de Artur Gomes de Morais, ele conta a experiência de uma professora de 3a série, que decidiu desencadear uma reflexão sobre o uso do R ou RR, uma questão que várias crianças ainda não tinham superado. A professora fez esse trabalho a partir da fábula "A cigarra e a formiga". O texto escolhido havia sido lido, comentado e reescrito na semana anterior e continha muitas palavras que propiciavam a discussão sobre o emprego do R ou RR: palavras como: "cigarra", "formiga", "inverno", "verão", "durante", trabalho", "trigo", "respondeu", etc. os alunos verbalizaram seus conhecimentos sob a forma de regras, foram registrados em seus cadernos e no quadro de regras. Algumas colocações dos alunos:
    • "No começo das palavras não se escreve com RR. Só usa RR no meio ou no fim."
    • "Quando o som é forte, como o R de 'rato', e aparece no meio das palavras, entre vogais, tem que ser RR".
    • "O R quando está no começo das palavras é forte", etc.

Este foi o primeiro dia de uma seqüência didática que se desenvolveu em sete ocasiões (com duração de 20 a 30 minutos em cada dia) durante duas semanas. As crianças realizaram atividades específicas em que classificavam e formavam palavras reais e inventadas que continham R e RR. E avançaram na formulação das regras que iam discutindo.

(14) DITADO COM TRANSGRESSÃO


Num primeiro dia a fim de examinar o rendimento ortográfico das crianças, faz-se um ditado cujas palavras (tanto familiares ou infreqüentes) contenham correspondências letra- som (regulares ou irregulares) de nossa língua.
Um dia depois, faz-se uma brincadeira de "escrever errado de propósito", o mesmo texto que fora ditado no dia anterior.
Pedir que as crianças explicassem os erros que inventaram na brincadeira.
Essa prática inovadora parte do pressuposto de que, para transgredir propositalmente uma norma ou regra, o indivíduo precisa ter um conhecimento explícito do que está violando. Por isso, um aluno com boa ortografia deverá ter mais condições de inventar erros propositais que uma criança que apresentasse muitas dificuldades ortográficas.
Os alunos "bons em ortografia" concentram mais suas transgressões sobre os pontos problemáticos da norma do português.

Trecho do texto ditado às crianças:

Bacharel é um famoso cavalo de minha cidade. Sempre passeia com umas ferraduras prateadas e uma sela chinesa que lhe dão um ar extravagante...
Trecho da produção de um aluno com mau desempenho ortográfico:


bachareu ê um famoso cavalo de mia cidadi. Senbre passea com umas feradura patriada e una cela xineza que lidão ar istravagate...

Trecho da produção de um aluno com bom desempenho:
Baxareu e un famozo cavalu di minha cidabi
senpre paçeia com unas feraduras prateades é uma cela xiineza qe li dam um ar istravagamti...


(15) REVISÃO DO PRÓPRIO TEXTO


Cada aluno revista seu próprio texto. No momento da revisão o aluno deve Ter a preocupação de reler o texto. É importante inicialmente, propor revisões nas os alunos tenham que observar um aspecto, exemplo: "Hoje cada um irá revisar seu texto, observando se fez uso da letra maiúscula". Antes dos alunos iniciarem a revisão o professor pode retomar com o grupo em que momentos a letra maiúscula é utilizada.
Para que isso seja possível é necessário que antes tenha havido situações coletivas em que o professor coloca um trecho de um texto na lousa e pede que as crianças o auxiliem a fazer a revisão.
Propor, ao final da série a revisão de um trecho escrito pela própria criança no início daquele ano letivo também é uma boa situação didática.

(16) REVISÃO DE TEXTO ESCRITO PELO ALUNO DE OUTRA CLASSE


Quando revisam textos escritos por crianças de outra classe, os estudantes têm que colocar em jogo os conhecimentos que já foram capazes de construir acerca da ortografia. Para realizar esse tipo de tarefa, individualmente ou em duplas, necessitam Ter em mãos o texto a ser revisado e receber orientação específica do que se espera que façam.
Há alguns anos os alunos das turmas de 1a série vêm preparando cartazes que divertem a todos. Alertando personagens de histórias conhecidas dos perigos que correm por serem escritores pouco experientes, cometem muitas faltas ortográficas. Vamos fazer de conta que você está encarregado de corrigi-las. Sugerimos os seguintes passos:
  1. Leia com atenção cada um dos cartazes.
  2. Grife as palavras que julgar estarem escritas incorretamente.
  3. Reescreva o cartaz grafando corretamente as palavras e explique como conseguiu qual seria a forma correta de escrevê-las.


CUIDADO! NO MEIU DA FLORRESTA COÇEIS VÃO ENCONTRAR UMA CAZA. L TEM UMA BRUCHA QUE QUE COZINHAR VOCEIS NO CALDEIRAM


DESDOBRAMENTOS:
Outro tipo de proposta que envolve a revisão de textos diz respeito ao aprimoramento das produções feito no âmbito do grupo- classe. Para isso os alunos podem estar reunidos de diferentes maneiras a depender dos objetivos estabelecidos pelo professor para cada atividade específica.
Um dos encaminhamentos possíveis:
Um aluno auxilia na revisão do texto do outro (através de dicas orais ou por escrito, explicitar o que não entendeu o que mudaria o que manteria etc.). O professor pode se valer dos mesmos procedimentos quando for ele o auxiliar nesta revisão.

(16) CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRASCLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS REAIS:

Entregar às crianças uma ficha na qual tenha várias palavras com a dificuldade que se quer focalizar: exemplo: R ou RR.
    • Ler as instruções em conjunto:
  1. Procurar em jornais ou revistas outras palavras que tenham R e RR e que possam ficar na mesma coluna da ficha, abaixo de "risada", "trabalho", "formiga", "verão", "cigarra", "honra".
  2. Discutir sobre as palavras encontradas.

RISADA
TRABALHO
FORMIGA
VERÃO
CIGARRA
HONRA







(18) CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS INVENTADAS

O emprego de palavras inventadas só faz sentido nas situações de ensino em que se trabalha com os alunos a reflexão sobre dificuldades ortográficas regulares.
Exemplo: se você pede aos seus alunos que escrevam a palavra "japequinho", você pode desencadear reflexões sobre: o J inicial, o QU, o NH, o O final, ou sobre o sufixo INHO.
Embora essa palavra não esteja no dicionário, para escrevê-la tenho que obedecer a regras de nossa norma ortográfica.

Ofereça às crianças uma lista de palavras inventadas, para que as organizem e distribuam em conjuntos, buscando critérios.

OBSERVAÇÃO:
Após as crianças pesquisarem e classificarem palavras reais pode-se fazer um ditado com palavras inventadas, desde que a dificuldade seja a mesma pesquisada.

(19) EMPREGO DO "G" OU "GU"

Entregar a cada dupla um cartão com várias palavras:

garoto gelo gozado goma guitarra

guerra gemada gula gengibre portugueses

guiava castigo guri guerreiro guincho
_ Pedir às duplas que organizem as palavras do cartão.
_ Deixar as duplas negociarem uma solução para a tarefa.
_ Discutir coletivamente os critérios utilizados para a classificação das palavras.
_ Registrar as descobertas.

(20) EMPREGO DO "C" OU "QU"


  • Pedir às crianças que escrevam, no caderno, as palavras que se lembram que comecem com: QUE, QUI e CA, CO, CU.
  • Pedir às crianças que escrevam na lousa as palavras que escrevera, pode-se fazer um conjunto com cada dificuldade.
  • Discutir a classificação, o professor pode estimular as crianças a transgredirem (pensando em como poderia escrever tal palavra erroneamente). Durante a transgressão pedir às crianças que anotem algumas descobertas que formulam enquanto justificam a grafia correta das palavras.

(21) DIMINUTIVOS DE PALAVRAS

  • Oferecer às crianças uma lista com vários diminutivos de palavras.

cafezinho

animalzinho

mesinha

ursinho

trenzinho

papelzinho

rosinha

bolsinha

aviãozinho

vasinho

pazinha

mãozinho


  • Pedir às crianças que separem as palavras em duas colunas.
  • Discutir critérios que usaram para separar as palavras.
  • Anotar as descobertas.

(22) USO DO "Ç"

  • Peça a seus alunos que pesquisem palavras escritas com "Ç" em revistas, jornais e livros.
  • Organize junto com os alunos uma lista das palavras e as copie na lousa.
  • Proponha que eles tentem encontrar algo que seja regular para a maioria das
    palavras encontradas.


_ Tudo que os alunos forem observando é importante que seja escrito na lousa também! Assim podem discutir todos juntos o registro escrito das regularidades observadas para o uso do Ç . No final da atividade podem copiar cada um no seu caderno.

(23) PALAVRAS COM MESMA ORIGEM

  • Peça aos alunos que procurem no dicionário a palavra CAIXA.
  • Peça-lhes que observem as outras palavras que estão embaixo de CAIXA.
  • Caso tenha apenas um dicionário, peça a um ou dois alunos que pesquisem no dicionário e escrevam na lousa o que observaram. Dessa forma será possível que todos participem da atividade ao mesmo tempo.
  • Fazer um debate sobre o que as crianças observaram.
  • Peça que escrevam o que descobriram.

(24) PESQUISAR PALAVRAS QUE APRESENTAM REGULARIDADE

A partir do momento que os alunos identificaram alguma regularidade em relação à grafia das palavras, é fundamental que pesquisem muitas outras palavras com a mesma regularidade, pois isto garantirá que construam a idéia de regularidade/regra. Se for uma regularidade mesmo deve valer para a maioria das palavras. Por exemplo:
_ Quando as palavras terminam com o som de ANÇA, são escritas com Ç, como: dança, vizinhança, esperança, trança... Poucas palavras são escritas com ANSA; por ex: mansa, cansa.
Essa pesquisa pode ser feita em vários materiais: livros, revistas, jornais, dicionários, etc.

(25) PESQUISA DE CONTRA-EXEMPLOS

Uma vez constatada a regularidade. É importante que pesquisem a possibilidade de existirem palavras em que a regra não se aplica, isto é, o contra-exemplo da regularidade significa que não é algo que acontece regularmente ou a regularidade está mal formulada. Se encontrarem poucos contra-exemplos, é possível aceitar como algo que acontece quase sempre, existindo apenas algumas exceções. Como é o caso de mansa e cansa para a regularidade: quando as palavras terminam com o som de ANÇA, são escritas com Ç.

(26)CONFIRMAR REGULARIDADE

Após a pesquisa é possível confirmar a regularidade observada e registrada por escrito, ou reformulá-la se necessário. É importante que as regularidades observadas pelos alunos sejam afixadas na parede da classe e copiadas num caderninho de "regras ortográficas", dessa forma podem utilizá-las quando forem revisar seus textos ou fazer
outras atividades para aprender sobre ortografia.

(27) EMPREGO DO "S" OU "SS"

  • Organizar duplas para a execução da atividade.
  • Descubram algumas palavras no caça–palavras abaixo.

O
V
A
S
S
O
U
R
A
U
S
Ç
S
O
P
A
I
O
S
P
C
P
J
V
A
S
O
S
S
Á
A
O
S
S
O
Ç
H
A
A
S
M
U
S
A
C
O
L
A
D
S
I
R
T
S
A
L
A
B
O
A
S
O
R
V
E
T
E
G
V
R
A
L
M
E
S
A
Z
H
N
O

  • Separem as palavras encontradas em conjuntos.
  • Procurem em jornais ou revistas outras palavras que tenham a mesma dificuldade recortem-as e colem no caderno.
  • Discutam o que vocês observaram.
  • Anotem as suas descobertas.
(28)DITADO INTERATIVO: Ditamos para a turma um texto já conhecido, fazendo pausas diversas nas quis convidamos os alunos a refletirem sobre questões ortográficas;
(29)DITADO AO CONTRÁRIO - Onde o desafio dos alunos são orientados a escrever errado de propósito. Durante as escritas o professor pode pedir aos alunos que reflitam por que se escreve de um jeito e não de outro.
(30)RELEITURA COM FOCALIZAÇÃO – Durante a releitura de um texto, fazer interrupções para debater sobre a grafia de certas palavras, estimulando os alunos a expor o que sabem e refletir sobre as regras ou irregularidades nas escritas das palavras
(31)REESCRITA COM TRANSGRESSÃO OU CORREÇÃO– Nessas atividades os alunos podem tanto corrigir um texto de terceiro ou pegar um texto bem escrito e ser desafiado a escrevê-lo com alguém que tem muita deficiência na escrita. Ex: Como seria a fala de Chico Bento se Ele fosse escolarizad
(32)ATIVIDADES QUE ENVOLVAM CORRESPONDÊNCIAS REGULARES DIRETAS – Pedir aos alunos que classifiquem palavras em duas colunas, com palavras com sons parecidos, porque as crianças costumam confundir letras como P e B, T e D, Fe V. Essas palavras podem ser oferecidas em cartelas misturadas. Lembrem-se a correspondência letra e som podem aparecer no início da escrita (foto), intermediário (afiado) ou ao final (farofa). Essas palavras podem também ser pesquisadas em livros, jornais, revistas, etc.
(33)ATIVIDADES QUE ENVOLVAM CORRESPONDÊNCIAS REGULARES CONTEXTUAIS E MORFOLÓGICAS – GRAMATICAL CONTEXTUAL – Classificação de palavras reais através de uma ficha contendo somente palavras em que o R e RR aparecem em colunas separadas.
RISADA
TRABALHO
FORMIGA
VERÃO
CIGARRA
HONRA






    • Os alunos também podem pesquisar em jornais e revistas palavra para colar no lugar mais adequado de uma coluna como essa.
(34)CLASSIFICAÇÃO DE PALAVRAS INVENTADAS
-
Ajudam os alunos a focar sua reflexão nos aspectos ortográficos regulares. Por não terem conhecimento dessas palavras antes, não podem recorrer a memória para escrevê-las. Se pedirmos para o aluno escrever "JAPEQUINHO" pode desencadear a reflexão sobre o J inicial, o QU, o NH e O final. Mesmo essas palavras não estando no dicionário, para escrevê-las têm que obedecer as regras gramaticais e não de qual quer maneira. O que implica para o professor um cuidado especial na hora de formular estas palavras.
(35)PRODUÇÃO DE PALAVRAS REAIS
Pode-se desenvolver varias atividades de escrita desse tipo:
  1. Recordar e anotar livremente palavras que contenham as correspondências letra-som nos contextos "classificados" (por exemplo, continuando a lista das palavras com R e RR).
  2. Responder a cruzadinhas onde as palavras a serem descobertas contêm a correspondência regular enfocada.
  3. Pedir às crianças para listar em ordem alfabética as palavras que dizem respeito a um campo semântico (nomes de animais, lugares, frutas, etc.) que estão estudando em um projeto.
  4. Criar jogos de "sequenciação" de palavras (também ligadas a temas significativos) conforme a ordem interna das letras que as compõem.
  5. Criar com os alunos pequenos "dicionários da turma", onde eles poderão ir ordenado palavras "novas", cujo significado foi pesquisado ou palavras já conhecidas, mas que foram definidas pelos alunos "tal como se faz num dicionário".
  6. Fazer cruzadinhas nas quais as crianças se deparam com definições idênticas às do dicionário e devem adivinhar as palavras.

(36) M   /  N 

Senhas ortográficas
Em um pote o professor escreve pequenos desafios:
  1. 2 palavras com M antes de P e B.
  2. 2 palavras com R forte
Antes de ir para o recreio, o aluno pega a senha e deve responder corretamente.
B) Uso do M ou N no meio das palavras:
  1. Observe como as palavras abaixo são escritas. Depois tente organizá-las a partir do uso do "m" ou "n" no meio das palavras.
2.    Discuta com sua dupla (grupo) e procure formular regras para quando usar "M" ou "N" no meio das palavras.
SINCERO – CONVITE – POMBA – CINTO – BOMBA – CANTOR COMPUTADOR – LIMPO – BAMBU – EMPADA – PONTO – EMPREGADO – SAMBA – BANCO – PINGO – ENDEREÇO – SENTADO – EMPRESÁRIO – INTERNACIONAL – BOMBEIRO – COMPRAS – HERANÇA – CANSADO – BANDO – FANTASIA

OBS: A partir da socialização das "regras" construídas pelas duplas é possível "tirar" uma regra única, coletiva que pode ser escrita pelo professor e ficar exposta na sala de aula.

SUGESTÃO:

Observar em um texto (conto, crônica, etc) quando os autores utilizam "M" ou "N" no meio das palavras.

(37)JOGO DOS 7 ERROS


Leia o texto abaixo e destaque as palavras que foram grafadas incorretamente:

Diversão das Cavernas
A origem dos jogos de bola de gude parece ser tão amtiga quanto a humanidade.
Estudiosos de objetos da Idade da Pedra encontraram em muitas cavernas da pré-história pequenas bolas de pedra, de argila, de castanhas silvestres, de madeira e até de um ossinho do pé dos carneiros, que parecem ter sido utilizados apenas para um jogo semelhante ao de bola de gude.
Bolas de gude destes e outros materiais foram emcontradas ainda em pirâmides e outros túmulos de faraós egípcios e entre índios americanos. O jogo foi muito popular em Roma desde amtes da Era Cristã, e na Europa durante a Idade Média, como na cidade de Nurenberge, na Alemanha, onde havia até uma área reservada apenas para o jogo de bola de gude.
Existem registros de jogos de bolas de gude também na China, onde eram jogado com o pé, e na Pérsia (atual Irã), omde até hoje se usam bolas de barro cozido. Nos Estados Unidos, existem canpeonatos nacionais de bolas de gude desde 1.922 e a partir de 1.948, as meninas também puderam emtrar na disputa.

Diversão das Cavernas

A origem dos jogos de bola de gude parece ser tão antiga quanto a humanidade.
Estudiosos de objetos da Idade da Pedra encontraram em muitas cavernas da pré-história pequenas bolas de pedra, de argila, de castanhas silvestres, de madeira e até de um ossinho do pé dos carneiros, que parecem ter sido utilizados apenas para um jogo semelhante ao de bola de gude.
Bolas de gude destes e outros materiais foram encontradas ainda em pirâmides e outros túmulos de faraós egípcios e entre índios americanos. O jogo foi muito popular em Roma desde antes da Era Cristã, e na Europa durante a Idade Média, como na cidade de Nuremberge, na Alemanha, onde havia até uma área reservada apenas para o jogo de bola de gude.
Existem registros de jogos de bolas de gude também na China, onde eram jogado com o pé, e na Pérsia (atual Irã), onde até hoje se usam bolas de barro cozido. Nos Estados Unidos, existem campeonatos nacionais de bolas de gude desde 1.922 e a partir de 1.948, as meninas também puderam entrar na disputa.


Escreva as palavras que você grifou e ao lado faça a correção. Em caso de dúvida, use o dicionário.

(38)Terminação "AM ou ÃO".

  1. Leia com atenção todas as frases escritas abaixo.
  2. Releia, observando como estão escritas as palavras em negrito.
  3. A mesma palavra aparece escrita em diferentes formas, tente descobrir a regra de quando usar cada maneira de escrever.



ENQUANTO LEIO O LIVRO DA SELVA, MEUS ALUNOS
PRESTAM ATENÇÃO.

ONTEM, QUANDO LI O LIVRO DA SELVA, MEUS ALUNOS
PRESTARAM ATENÇÃO.

NA PRÓXIMA SEMANA, QUANDO LEREI O LIVRO DA SELVA, MEUS ALUNOS
PRESTARÃO ATENÇÃO.
Terminação "AM ou ÃO".

  1. Leia com atenção todas as frases escritas abaixo.
  2. Releia, observando como estão escritas as palavras em negrito.
  3. A mesma palavra aparece escrita em diferentes formas, tente descobrir a regra de quando usar cada maneira de escrever.


ENQUANTO LEIO O LIVRO DA SELVA, MEUS ALUNOS PRESTAM ATENÇÃO.

ONTEM, QUANDO LI O LIVRO DA SELVA, MEUS ALUNOS PRESTARAM ATENÇÃO.

NA PRÓXIMA SEMANA, QUANDO LEREI O LIVRO DA SELVA, MEUS ALUNOS PRESTARÃO ATENÇAO
R
(39)Pequeno ortógrafo
No caderno de Português, o aluno escreve as regras ortográficas com suas palavras e seus exemplos.
6)Stop ortográfico
A)   O Stop abordará as regularidades ortográficas. Exemplo de cartela


R inicial

RR

R brando entre vogais

Total

















B)   Uso do "r" ou "rr".

Na lista de palavras abaixo, você observará que algumas são escritas com "r" e outras com "rr". Leia em voz alta cada uma delas e tente descobrir a regra para o uso do "r" ou "rr" no meio das palavras.
CARRO – CARINHO – BURACO – ARROZ – FURO – SURRA – MARUJO – FERIDA

CORRIDA – BARATO – FAROL – FAROFA – CARROÇA – MARRETA – HORA
(40) Uso do "R".
Pensando na ortografia das palavras abaixo (especificamente o uso do R), compare-as e explique porque são escritas dessa forma. Depois, dê mais alguns exemplos para cada um dos grupos:

CORRER - VARRER - ARRANJAR
ARRUMAR - CARREGAR - ARROZ
SURRA - BARRIGA

BARATO - CARO - BURACO
FERIDA - CARINHO - PARADO
FURO - MURO - MARUJO

Uso do "r" ou "rr".

Na lista de palavras abaixo, você observará que algumas são escritas com "r" e outras com "rr". Leia em voz alta cada uma delas e tente descobrir a regra para o uso do "r" ou "rr" no meio das palavras.
CARRO – CARINHO – BURACO – ARROZ – FURO – SURRA – MARUJO – FERIDA

CORRIDA – BARATO – FAROL – FAROFA – CARROÇA – MARRETA – HORA

41  Terminação em "U / L".


O professor escolhe um texto, as fábulas são interessantes para esse tipo de atividade, e retira os verbos que estão no passado, colocando no final da linha o mesmo verbo no infinitivo, por exemplo:
"Um dia a raposa, que era amiga da cegonha, ___________-a para jantar. (convidar)..."
Depois de realizada a atividade deve-se promover a discussão com base nos seguintes questionamentos:
  • Como terminam estas palavras?
  • Como podemos saber quando colocar U ou L no final? Etc.

42 ABRIU E ABRIL
  1. Pedir de lição de casa que recortem palavras terminadas por "L".

b) Em grupo eles deverão reunir todas as palavras que trouxeram, em seguida cada grupo dita algumas palavras para a professora (que as escreverá na lousa).

c) O próximo passo é pedir que observem (em duplas, grupinhos ou não) tudo que essas palavras têm em comum. Algumas observações que os alunos poderão fazer:
Antes do "L" aparece uma vogal:
  • Todas as palavras terminam com "L":
  • O som do "L" é parecido com o som do "U"...

  1. Em seguida, eles poderão escrever uma regra "provisória".

OBS: O mesmo encaminhamento pode ser feito com as palavras terminadas por "U".
Uma das observações que farão:
"Antes do U podem aparecer tanto consoantes como vogais".

  1. Em seguida, peça que eles organizem estas palavras em dois grupos em dois grupos:
Consoante + "U" e vogal + "U"; e observem o que têm em comum (uma de cada vez).

Quando observarem as palavras que têm vogais + "U" deve aparecer um comentário que se refere a palavras que indicam coisas que já aconteceram ou que já passaram (verbos na 3a pessoa do singular), peça que dêem mais exemplos, registre-os na lousa e levante a questão: o que estas palavras t^6em em comum.

Alguns comentários podem surgir:
  • Terminam sempre por "U" e nunca por "L";
  • São coisas que já aconteceram;
  • Antes do "U" aparecem às vogais e, i, o: não aparecem as vogais a, u.

Depois dessas atividades de observação das regularidades, seria interessante que as crianças construíssem listas de palavras, fizessem jogo de stop, ditados, etc.


ATIVIDADES DE ORTOGRAFIA COM MÚSICAS

Sílabas com R (inicial), RR (duplo) e R (brando)

A MÃO DIREITA

A mão direita tem uma roseira.
Que dá flor na primavera. (BIS)

Entrai na roda, ó linda roseira!
Abraçai a mais faceira. (BIS)

A mais faceira eu não abraço,
Abraço a mais companheira.

Sílabas terminadas em (R)

CARNEIRINHO, CARNEIRÃO

Carneirinho, carneirão-neirão, neirão.
Olhai pro céu, olhai pro chão, pro chão, pro chão.

Manda o Rei, Nosso Senhor, Senhor, Senhor.
Para todos se ajoelharem.

Palavras com: cr, tr, fr, gr, vr, dr, Br.

O CRAVO E A ROSA

O Cravo brigou com a Rosa.
Debaixo de uma sacada.
O Cravo saiu ferido
E a Rosa despedaçada.

O Cravo ficou doente
A Rosa foi visitar
O Cravo teve um desmaio
A Rosa pôs-se a chorar.

Sílabas terminadas em: al, el, il, ol, ul.

MARCHA SOLDADO

Marcha soldado.
Cabeça de papel.
Senão marchar direito
Vai preso pro quartel.
O quartel pegou fogo
Francisco deu sinal
Acode, acode, acode
A Bandeira Nacional. Brasil!


Sílabas intercaladas com L

CANTIGA DE SONS (Teresinha de Jesus)

O peru faz glu, glu, glu
O sino faz blém, blém. Blém
Todos cantam pro meu bem.

Cloc, cloc, faz meu carro
Quando saio com meu bem
Para mim, tudo é alegria
Cante assim você também.


Sílabas intercaladas com S (inicial) , SS (duplo), S (som de Z).

SAPO CURURU

Sapo Cururu
Na beira do rio
Sapo quando grita, maninha
Diz que está com frio.

Sapo Cururu
Na beira do rio
Sapo quando grita, maninha
Diz que quer casar.

A mulher do sapo
Diz que está lá dentro
Fazendo rendinha, maninha
Para o casamento.


Sílabas terminadas em: M

NA BAHIA TEM

NA Bahia tem
Tem, tem. Tem

Na Bahia, tem, morena
Coco de vintém.

Na Bahia tem
Já mandei buscar
Na Bahia tem, morena
Ferro de engomar.

Sílabas com LH

CACHORRINHO

Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca cachorrinho deixa i meu benzinho entrar.

Creoula-lá, Creoula-lá -lá –lá
Creoula-lá,
Não sou eu que caio lá

Atirei um cravo n`água
De pesado foi ao fundo
Os peixinhos responderam
Viva D. Pedro II!

Sílabas com CH

O MEU CHAPÉU

O meu chapéu tem três pontas
Tem três pontas o meu chapéu
Se não tivesse tem três pontas
Não seria o meu chapéu.

Sílabas com NH

A ROLINHA E A ANDORINHA (Eu fui no Itororó)

A rolinha no seu ninho
Vive alegre no seu lar
Ela e outros passarinhos
Gostam muito de cantar.

Ela leva gravetinhos
Para o ninho enfeitar
Ao grãozinhos e sementes
Do capim vai apanhar

Ó rola, rolinha
Rola, andorinha
Sonham e dão carinho
Pra seus filhotinhos.

Sílabas com J.

A COBRA E O JABUTI

A jibóia é corajosa
O jabuti é folgadão
Os dois juntos resolveram
Passear de caminhão.

A jibóia pôs na cesta
Berinjela e mamão
Mas comeu tanta canjica
Quase teve indigestão.

O jabuti, todo assustado
Vendo aquela barulheira
Pôs sua amiga, a jibóia
Dentro de uma geladeira!

Sílabas com C e QU.

FIZ A CAMA NA VARANDA


Fiz a cama na varanda
Esquecu o cobertor
Deu o vento na roseira encheu a cama de flor.

Osquindô lê, lê!
Osquindô lá, lá!
Osquindô lê, lê!
Não sou eu que caio lá!

Sílabas com G e GU

CARANGUEJO

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo só é peixe
Na enchente da maré.

Palma, palma, palma
Pé, pé, pé
Roda, roda, roda
Caranguejo peixe é.


Sílabas com C e Ç

CIRANDA, CIRANDINHA

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamosdar a meia volta
Volta e meia vamos dar.

O anel que tu medeste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.

Por isso dona Ariela,
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá-se embora.

MÚSICAS FOLCLÓRICAS

A canoa virou

A canoa virou
Por deixarem-na virar
Foi por causa do Felipe
Que não soube remar.

Siri pra cá
Siri pra lá
Amanda é velha
Equer casar. (BIS)

Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Eu tirava a Mariana
Do fundo do mar.




O sapo

O sapo nçao lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé, porque não quer.

A Fabiana não lava o pé
Não lava porque não quer
Ela mora lá na lagoa
Não lava o pé, porque não quer.

O meu boi morreu

O meu boi morreu
Que será de mim?
Mande buscar outro, morena
Lá no Piauí.


O meu boi morreu
Que será da vaca?
Pinga com limão, morena
Cura urucubaca.

O pastorzinho

Havia um pastorzinho
Que andava a pastorear
Saiu de sua casa
E pôs-se a cantar

Dó – ré-mi-fá-fá-fá
Dó – ré-dó-ré-ré-ré
Dó – sol-fá-mi-mi-mi
Dó – ré-mi-fá-fá-fá.

Chegando ao palácio
A rainha lhe falou
Dizendo ao pastorzinho
Que seu canto lhe agradou.


Teresinha de Jesus

Teresinha de Jesus
Com a queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão.

O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
A quem Teresa deu a mão


Escravos de Jó

Escravos de Jó
Jogavam o caxangá
Tira, põe, deixa o Zamberê ficar.

Guerreiros com guerreiros
Fazemm zig, zig, zá. (BIS)


Samba-Lelê

Samba-Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba-Lelê precisava
É de uma boa lambada.

Samba, samba, samba ó Lelê!
Pisa na barra da saia, ó Lelê! (BIS)

- Olhe, morena bonita
Onde é que você mora?
- Moro na praia Formosa
Mas eu de lá vou-me embora.


Pai Francisco

Pai Francisco entrou na roda
Tocando seu violão
Dararão, dão, dão!
Vem de lá seu delegado
E pai Francisco
Vai para prisão.

Como ele vem
Todo requebrado
Parece um boneco desengonçado (BIS)

Peixe vivo

Como pode o peixe vivo
Viver fora d`água fria
Como poderei viver (BIS)
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia?

Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Por me ver assim chorando (BIS)
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia.

Roda, pião

O pião entrou na roda, ó pião! (BIS)
Roda, ó pião! Bambeia ó pião! (BIS)

Sapateia no terreiro, ó pião (BIS)
Mostra tua figura, ó pião! (BIS)
Faça uma cortesia, ó pião! (BIS)
Atira a tua fieira, ó pião! (BIS)
Entrega o chapéu a outro, ó pião! (BIS)


Pirulito

Pirulito que bate, bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta delasou eu.

Pirulito que bate, bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu amava
Coitadinha, já morreu.

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